Tuesday, June 25, 2013

Política, Trabalho e Desenvolvimento





Os governos querem, no fundo, continuar sendo governo. O desenvolvimento das instituições democráticas depende da energia do povo que impulsiona a economia pelo trabalho, consumo, respeito às leis, e que se esforça por superar suas condições financeiras, econômicas e intelectuais. Aos governos cumpre não atrapalhar essa evolução que se vai realizando gradativamente naquelas sociedades cujo arcabouço democrático mínimo, livre de influências ideológicas e religiosas, segue seu caminho de aperfeiçoamento que exige mudanças, sem as quais os progressos não ocorrem.



A situação razoavelmente confortável do Brasil diante das últimas crises mundiais deve-se ao esforço e trabalho do povo, apesar dos pesados impostos, da burocracia, dos gastos excessivos dos governos, da lentidão da justiça, do desestímulo à livre iniciativa, da falta de segurança, da precária infraestrutura, e do menosprezo à educação e à cultura. Numa sociedade em que a raiz de todos os problemas reside na ausência de um sistema educacional eficaz, menosprezar a cultura e a educação é a política mais retrógrada pela qual se possa optar.



Não podemos nos conformar com a crença de que o voto implique democracia. O governo do povo para o povo é aquele que o representa e serve. Seria o poder constituído fazendo cumprir os anseios populares e a Lei Maior que não pode ser letra morta. Educação, saúde, trabalho, segurança, proteção ao meio ambiente, justiça rápida e eficiente deveriam ser os temas que ocupassem as mentes do homem público, e não a forma de chegar ao poder e permanecer nele indefinidamente.



A política assemelha-se às seitas religiosas extremistas cujos líderes induzem seus seguidores a suicídios coletivos em nome de suas inconfessáveis ânsias de poder e riqueza, tratando-os como ovelhas ou ratos do conhecido conto infantil que se atiram ao mar para uma morte coletiva, encantados pela melodiosa música de um esperto flautista.



O risível espetáculo da política não passa despercebido para os olhos que enxergam, os ouvidos que ouvem e a inteligência que entende.



A política passou a ser a arte de tergiversar, mentir, chegar ao poder e permanecer nele privilegiando parentes e amigos; de iludir, nunca dizer o que realmente se pensa - o que maldosamente tem sido imputado aos mineiros por alguma razão histórica que não está muito clara, mas que não é privilégio do simpático povo daquele Estado, senão de minorias assentadas nos governos, nas empresas, em instituições diversas por todo o país, por todo o mundo.



Os homens de bem têm ojeriza àqueles conluios, e a dramática situação dos governos em todos os níveis parece nunca terminar.



Em algum momento a reversão deverá ser iniciada, e pessoas que não necessitem da política como profissão, como meio de sobrevivência, por já terem percorrido uma trajetória que lhes permita colaborar voluntariamente com a Nação, alistar-se-ão numa cruzada de moralidade e seriedade, pois o governo não é nenhum partido, nenhuma pessoa, o governo é o povo que haverá de resgatá-lo.



A impostura tributária é uma doença, como a corrupção, causadora de desperdícios e injustiça social. Ao conspirar contra o povo, acrescenta-se ao imposto mais tributo, aparentando com isto justiça social com o dinheiro que legalmente toma dos que produzem e trabalham, cujas migalhas distribui demagogicamente através de uma pseudojustiça social denominada de bolsa qualquer vinda dos bolsos indignados de quem trabalha, produz e não concorda com este tipo de esmola que paralisa e vicia as pessoas cujos votos são comprados por tal prática.



Ao povo interessa trabalho, segurança, justiça, saúde e educação. O progresso não combina com assistencialismo inócuo, com antigas práticas de ideologias fracassadas.



Nagib Anderáos Neto



www.nagibanderaos.com.br

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Friday, July 27, 2012

Liberdade Pela Educação

A causa de toda a pobreza é a ignorância. E não há outra forma de combatê-la que não seja através da educação. Muitos países ditos em desenvolvimento vão de encontro à história pelo mau exemplo de seus governantes que privilegiam o assistencialismo inócuo, mergulhando o povo na inércia, ao invés de estimular o estudo e a iniciativa. Não há maior inimigo da liberdade que a ignorância. E não há maior ignorância que a ausência de si mesmo, a inconsciência dos que se encarceram por detrás dos barrotes de preconceitos e idéias medievais e retrógradas. Ao mesmo tempo em que o homem traz dentro de si o anseio por liberdade, também traz a tendência à submissão, por acreditar em coisas inverossímeis, cultivar ídolos, idolatrar místicos fantasiosos, apesar de todos os homens terem o anelo de serem felizes.Essas tendências aparentemente paradoxais são frutos psicológicos de uma característica inerente ao homem: ligar-se aos outros, não ser uma pessoa isolada, comunicar-se.Talvez aí a explicação das seitas, religiões, ideologias, partidos políticos e fanatismos que não justificam aquela tendência. A lição da pobreza ensina que o maior cego não é o que não quer ver, senão o que não quer entender. E que ajudar os outros é a melhor maneira de ajudar a si mesmo. E que mais que dar o peixe ou ensinar a pescar, o fundamental é ensinar a pensar. E nunca pretender ensinar antes de haver aprendido. E que pensar é, antes de tudo, criar. O homem nasceu para ser feliz e aprender que a maior de todas as felicidades é saber, conhecer e ser livre. A maior das escravidões é a mental, onde o homem se vê encarcerado nos barrotes da ignorância, a pior das prisões: o desconhecimento da sua realidade, das causas dos erros e desacertos. Quem se desconhece é um presidiário na própria casa, embora perambule em aparente liberdade pelas ruas cercado por temores e incertezas. A verdadeira torre de Babel está aí. Os que falam o mesmo idioma não se entendem.Tudo indica que a linguagem inscrita na Natureza ainda não foi decifrada pelo pequeno homem pretensioso, vaidoso e político. Homens divididos são domináveis, escravizados pelos que em tudo veem a possibilidade de satisfações materiais, cegos por inconfessáveis ânsias de domínio, poder e riqueza. Pensar é respirar. O Universo respira por mais que queiramos abafar e aquecer o pequeno planeta com o gás sufocante do progresso. A Terra é um ínfimo na Criação imensa. A inteligência não, ela pode ser maior. A alma pode transcender este hiato decaído e se projetar num futuro ilimitado, onde os homens sentirão a alegria de viver e serem humanos. Os déspotas, os impostores e os predicadores são os inimigos da liberdade que não querem que o homem pense e seja livre. O ser humano não nasceu para viver isolado e nem acorrentado. E a maior das escravidões é a mental, fruto da ignorância. O ideal de fraternidade permitirá que o homem se aproxime de seus semelhantes através do conhecimento e da cultura, únicas riquezas capazes de tirá-lo do sofrimento, do isolamento e da ignorância. Os inimigos da educação e da cultura são os inimigos da liberdade e do povo. Nagib Anderáos Neto neto.nagib@gmail.com

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Monday, March 26, 2012

Uma Consciência Contra a Violência

Embora se venha atribuindo a crescente violência aos problemas sociais, à incompetência dos que têm a seu cargo a manutenção da segurança pública, à morosidade da justiça e aos problemas econômicos, é preciso salientar que as causas reais não têm sido analisadas, identificadas e combatidas eficazmente.

Onde se gera a violência? Qual a sua raiz? Estaria apenas presente nos atos bárbaros da delinqüência e nas agressões incontroladas que nações desferem sobre outras? Não estaria presente em todo o lugar, manifestando-se nas formas mais sutis? Não são os pais que, muitas vezes, repreendem seus filhos com uma manifesta violência impressa nas palavras, gestos e agressões? Não são os meios de comunicação que a transmitem para as crianças que absorvem os pensamentos agressivos através de desenhos, filmes e telenovelas que são um péssimo exemplo para aquelas mentes indefesas, incapazes de desligar a caixa de surpresas desagradáveis?

Não estaria presente nos campos de batalha que se transformaram as quadras esportivas onde os times e torcedores digladiam-se raivosamente em nome de uma bandeira que pode não ter significado algum? Ou nas esquinas, nos semáforos, no trânsito alucinado das grandes cidades?

A violência está em todas as partes porque está em todas as mentes; e ali seria necessário combatê-la.

Educar uma criança para a vida, mais do que prepará-la para o vestibular, seria prepará-la mentalmente; educar os pensamentos e preservar essa mente de agressões externas.

A verdadeira educação é a mental, a que permite aos homens conhecer esse ambiente e utilizá-lo na criação de idéias e pensamentos que tenham real utilidade para si e os semelhantes, e na técnica de combater os violentos e dissolventes que distanciam o ser humano de seus semelhantes e de Deus.

No clima de grande violência que presenciamos, as autoridades judiciais e policiais devem ser chamadas para as necessárias medidas emergenciais; no entanto, há que convocar os educadores, para que as gerações futuras possam ser preparadas e orientadas no sentido de uma postura mental mais humana e pacífica.

Nagib Anderáos Neto
www.logosofia-nagib@blogspot.com

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Monday, December 12, 2011

A Cultura na Formação de Uma Nova Civilização

Os seres humanos passam por aqui, vivem um tempo, deixam um dia esta Terra, mas fica a cultura, o cultivo de pensamentos e idéias urdidos em palavras e obras. Todo indivíduo pensante contribui para o aquilatamento da cultura que é um legado para as gerações futuras.
Da mesma forma que um grão de areia encerra em si todo um Universo, cada ser humano pode concentrar toda uma humanidade e ser uma ínfima representação da Sabedoria Universal, do próprio Deus que nela Se confunde.
A grandeza de uma cultura pode ser o fundamento de uma Nação e amplia-se com o aumento da capacidade de estudo. A instrução continuada deverá ser o pilar principal de qualquer política. Tudo o mais será conseqüência dela, pois a maior vocação do espírito humano é a criação, a realização para o que o estudo contribui diretamente. A Pátria e o espírito nacionalidade provêm dessa realização. O estudo individual e coletivo unem os seres humanos na realização e compreensão das altas finalidades do ser humano.
Existe uma cultura comum e informativa cujos alcances estão limitados à sua superficialidade. Há também uma mediana que se eleva por sobre as capas da ignorância e alcança os bancos universitários, mas quase sempre circunstanciada a aspectos materiais da vida, sua subsistência, ou mesmo alguns prazeres intelectuais que roçam uma pseudo-superioridade que se desmorona ao mais leve confronto entre as personalidades desenhadas com aparente refinamento, mas com uma grande incapacidade por reconhecer as suas limitações.
Existem os lampejos de uma nova cultura, a superior, onde o espírito humano se libera das amarras da mediocridade, do egoísmo e da superstição que tanto o limitam e aprisionam.
As linhas divisórias entre as diversas culturas estão na qualidade, conteúdo e hierarquia dos conhecimentos que as concretizam, indo da experiência pré-histórica da sobrevivência, na qual as armas serviam para matar as feras que ameaçavam o homem e, passando por nossa época, quando as mesmas armas servem para se exterminarem, pois as feras que os ameaçavam no passado acabaram surgindo em suas mentes como pensamentos monstruosos que querem destruir a vida no planeta, até chegar a um futuro superado, esperança de toda a espécie, uma nova civilização na qual se reconhecerá em tudo quanto existe a expressão vívida da Sabedoria Universal merecedora de toda a reverência e respeito.
A nova cultura será o produto de uma grande revolução a ser travada no íntimo dos seres humanos, no âmbito de seus pensamentos e sentimentos, através da eliminação do que lhes tem dificultado a convivência pacífica, pois inteligência pressupõe harmonia interior e entre as pessoas. Mais do que informativa, ela será formativa, na qual os espíritos ávidos por conhecimentos haverão de ampliar a consciência e cultivar pensamentos e sentimentos de natureza superior através do estudo e esforço próprios.
O ser humano do futuro deixará de lado as ambições que deságuam em insanos sonhos de poder e riqueza substituindo-os pelo amor ao estudo e ao saber. Além do meio ambiente que o cerca, aprenderá a cuidar do próprio ambiente mental de onde provêm os pensamentos e as idéias que podem elevá-lo ou mergulhá-lo na escuridão.

Nagib Anderaos Neto
www.nagibanderaos.com.br

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Monday, September 27, 2010

Eleições e Palanque

O estímulo à iniciativa privada deveria ser base de toda política desenvolvimentista. O homem de iniciativa cria trabalho para si e outras pessoas. Às classes trabalhadoras se deve dar oportunidade de trabalho e iniciativa. Todo assistencialismo é pernicioso por acomodar o assistido, como a esmola que vicia, paralisa, entorpece.
Uma política econômica inteligente deveria estimular a iniciativa privada. Juros e impostos em ascensão desestimulam a produção gerando desemprego, estagnação e inflação.
Um governo mal gerido e endividado toma dinheiro no mercado para pagar sua ineficiência gerando inflação. Ao invés de estimular a educação e a iniciativa, promove o assistencialismo, aumenta sua dívida e encobre seus rombos através da desinformação e da tergiversação.
Para manter-se como governo indefinidamente, os partidos no poder negociam alianças que garantem votos através de gastos públicos indevidos, utilizando o dinheiro que lhes chega através de impostos crescentes e juros exorbitantes. Em outras palavras: o bolso do povo é subtraído legalmente através de conluios que aqueles partidos arquitetam.
Mas se é o próprio povo quem elege os governantes, onde está o problema?
Não podemos nos conformar com a crença retrógrada de que o voto implique democracia. O governo do povo para o povo deveria representá-lo, cumprindo seus anseios e a Lei Maior que não pode ser letra morta. Educação, saúde, trabalho, segurança e proteção ao meio ambiente deveriam ser os temas que ocupassem as mentes do homem público, e não a forma de se chegar ao poder e ficar nele indefinidamente.
O absolutismo partidário impõe os candidatos que lhes são convenientes para que se perpetuem. O eleitor é obrigado a votar, e por imposição. Prova disto é o eterno retorno daquelas figuras histriônicas que estão sempre a se reeleger, não para servir o povo, senão a si próprios. A política, que deveria ser a arte de gerir o bem comum, transformou-se na arte de chegar ao poder e permanecer nele indefinidamente, até que uma força maior leve o político deste mundo para sempre, mas logo sendo substituído por outro igual, como uma praga que nunca se extingue.
O bem estar comum depende do incremento constante à livre iniciativa para o que os governos se tornaram grandes obstáculos. O desestímulo à produção gera inflação, aumento do custo de vida.
Uma fórmula básica de incremento à iniciativa é a educação que amplia a inteligência das pessoas e sua capacidade de produção e boa convivência. Mas os governos são muitos caros e gastam muito para se manter no poder, não lhes sobrando quase nada para a educação.

Muitos políticos parecem atores de telenovela que representam papéis que na vida real jamais poderiam desempenhar. Um ator que nunca cursou uma faculdade desempenha o de um economista, um administrador, um professor, um gestor público. Isto porque a política, que deveria ser a arte de gerir o bem comum, passou a ser a arte de chegar ao poder e permanecer nele, discursar e predicar, candidatar-se e eleger-se vitaliciamente. Ela não é somente exercida nos governos em suas diversas esferas. Os políticos estão por aí, nas empresas, associações, sindicatos, nos conluios e panelinhas, sempre a atender sonhos de poder e projeção. A ambição não olha apenas para a riqueza, olha também para os insanos sonhos de poder. Os políticos são, em geral, personalidades movidas por pensamentos farisaicos, medievais, cruéis. E estes pensamentos devem ser combatidos, pois todos nós temos um pouco destas manchas em nossas mentes que endurecem os corações.
Numa sociedade em que a raiz de todos os problemas reside na ausência de um sistema educacional eficaz, menosprezar a cultura e a educação é a política mais retrógrada pela qual se possa optar.
No mundo dos engenheiros e dos arquitetos é comum ouvir-se dizer que o papel aceita tudo. No triste mundo da política, cunhou-se um jargão piorado: o palanque, as câmeras e os microfones aceitam tudo.
Para que o capital não comande o trabalho, os grandes cresçam e os pequenos desapareçam; para que a burocracia gerencial, sindical e governamental deixe de atravancar o progresso; para que a massa popular deixe de ser rebanho, obedecendo, trabalhando, consumindo e se divertindo apenas, urge uma verdadeira revolução educacional que governo nenhum estaria prestes a realizá-la.
Como bem disse o Marquês de Condorcet, “sob a mais livre das constituições, um povo ignorante será sempre escravo”.

Nagib Anderáos Neto
www.nagibanderaos.com.br
neto.nagib@gmail.com

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Tuesday, September 14, 2010

Educação Para o Desenvolvimento

Uma nova pedagogia requer a reeducação dos adultos que terão a seu cargo a instrução da humanidade do futuro. O que tem sido prática corrente na educação infantil deverá ser revisto, reestudado. Os sistemas de instrução e os conceitos básicos empregues não têm funcionado convenientemente. Instrui-se para tudo, menos para o que mais interessa: a convivência pacífica do indivíduo consigo e com os outros seres humanos.

A humanidade está dividida em raças, religiões, camadas sociais, culturais, partidos políticos, etc. Os sistemas pedagógicos são divisionistas, separatistas. Cada agrupamento arvora-se como dono absoluto da verdade, não compreende que ela surge da união das pessoas pela compreensão de sua realidade fragmentada da Grande Realidade Universal da qual todos formam parte.

Às crianças ensina-se que devem ser as melhores em tudo o que fazem; melhores que as outras. Inocula-se, desde muito pequenas, o nocivo e maligno vírus do separatismo, de uma pseudo-superioridade; a ilusão da felicidade alcançada quando se chegar a ser melhor do que os outros. No futuro as crianças serão instruídas no sentido de serem melhores que elas mesmas; que o aperfeiçoamento pessoal tenha um cunho essencialmente humanista: ser melhor sendo mais útil para si e os semelhantes.

O amor ao próximo deixará de ser uma figura de retórica para representar a compreensão cabal de um fragmento da Grande Verdade e será vivenciado, experimentado, e não apenas discursado .Sem o entendimento não há compreensão. Sem compreensão não há realização. Sem realização, os seres humanos seguirão inimigos de si mesmos, filhos deserdados de um Criador que não chegaram a compreender.

Um dos investimentos de maior retorno é o empregue na educação. Quantos esforços e sacrifícios para que os filhos possam estudar; quantas frustrações quando isso não é possível.A educação básica é necessária para o encaminhamento das soluções dos problemas materiais, mas insuficiente para a solução dos de convivência, morais e espirituais. Muitas pessoas, com esmerada educação convencional, são desprovidas da integral, humanitária, moral, familiar, que parece ser algo que não se aprende nos bancos escolares.Falta ao ser humano uma educação para a vida relacionada à conduta.As dificuldades na convivência, na adaptação à realidade do mundo, as tristezas e a insatisfação tão comuns hoje em dia têm sua raiz nessa falta de capacidade pessoal que escola alguma tem ensinado.

No âmbito da educação convencional é possível compensar a sua falta através da aquisição de uma cultura geral obtida através de leituras e viagens que se possa fazer preenchendo aquele vazio. Pode-se viajar através dos livros e sobre as asas do pensamento de um autor que nos leve a zonas de conhecimentos que nunca imagináramos pudessem existir.

Ao que tudo indica, parece ser o aprendizado, a busca e a conquista de conhecimentos, a finalidade maior da vida do ser humano no planeta.Saber e conhecer são a questão do momento, uma nova cultura que deverá orientar a humanidade do futuro .

A arte da educação mental consiste num constante e diário treinamento da inteligência; num preparo dessa zona mental que tem sido pouco utilizada no dia-a-dia e que corresponderia às atividades relacionadas ao autoconhecimento e aperfeiçoamento das condições pessoais. Assim, o adestramento da capacidade pessoal de observar ou faculdade da observação consistiria num treinamento para desenvolvê-la.

Muitas vezes as pessoas assumem atitudes das quais se arrependem como se houvesse no interior delas uma força maior que as impelisse a tomá-las contrárias à sua sensibilidade e vontade. Isto ocorre por existir na mente dos seres humanos pensamentos que atuam discricionariamente.A arte da educação mental consistiria na identificação e conhecimento dessas entidades psicológicas, os pensamentos, e num trabalho seletivo que a inteligência poderia exercer sobre eles.

Muitos educadores preferem a verdade à fantasia na orientação da infância e adolescência. Compreendem que de tanto ouvir e transmitir fantasias e coisas irreais, a vida pode se transformar numa grande mentira.Alguém diria a uma criança que a Terra não se move e que é o centro do Universo? Ou que os trovões existem porque os deuses estão empurrando móveis no Olimpo?Na infância da humanidade os homens acreditavam nessas e noutras fantasias por ignorância, falta de conhecimento. Galileu Galilei, o grande cientista italiano, quase foi queimado na fogueira por sustentar que a Terra não era o centro do Universo. Salvou-se porque abjurou, negou a verdade que havia vislumbrado para não ser condenado.Infelizmente, a grande maioria dos educadores acha louvável a fantasia, a ilusão e o irrealismo nas histórias que transmitem às crianças: animais que falam, super-heróis que voam, desenhos animados que não educam e transmitem a violência às crianças que depois, quando adultas, não entendem o porquê das crueldades e violência que imperam no mundo.A criança cria suas fantasias porque em sua inteligência incipiente só funcionam a memória e a imaginação e seu entendimento ainda não despertou para que compreenda o mundo com suas belezas e maldades criadas pelo homem. Não é necessário que os adultos lhe venham acrescentar ilusões e mentiras que nada têm a ver com a realidade, e sim que a protejam de certas realidades cruéis deste mundo que ela não suportaria defrontar por não estar preparada para entender.Proteger o entendimento e a sensibilidade de uma criança faz parte de uma docência positiva que afasta o pequeno do sofrimento pelo choque prematuro com a realidade. Da mesma forma, o seu entendimento deve ser preservado da mentira, do irrealismo e da ficção para que possa despertar, no futuro, livre de preconceitos, temores e da depressão.

Educar para a vida é muito mais do que dar escola gratuita e ensino fundamental; é preparar os entendimentos para que despertem do sono milenar que tem submergido a humanidade na inércia mental e prostrados os espíritos nos cárceres da ignorância.

A causa de toda a pobreza é a ignorância. E não há outra forma de combatê-la que não seja através da educação. Muitos países ditos em desenvolvimento vão de encontro à história pelo mau exemplo de seus governantes que privilegiam o assistencialismo inócuo, mergulhando o povo na inércia, ao invés de estimular o estudo e a iniciativa.Não há maior inimigo da liberdade que a ignorância. E não há maior ignorância que a ausência de si , a inconsciência dos que se encarceram por detrás dos barrotes de preconceitos e idéias medievais e retrógradas.

Ao mesmo tempo em que o homem traz dentro de si o anseio por liberdade, também traz a tendência à submissão, por acreditar em coisas inverossímeis, cultivar ídolos, idolatrar místicos fantasiosos, apesar de todos os homens terem o anelo de serem felizes.Essas tendências aparentemente paradoxais são frutos psicológicos de uma característica inerente ao homem: ligar-se aos outros, não ser uma pessoa isolada, comunicar-se.Talvez aí a explicação das seitas, religiões, ideologias, partidos políticos e fanatismos que não justificam aquela tendência.

A lição da pobreza ensina que o maior cego não é o que não quer ver, senão o que não quer entender. E que ajudar os outros é a melhor maneira de ajudar a si mesmo. E que mais que dar o peixe ou ensinar a pescar, o fundamental é ensinar a pensar. E nunca pretender ensinar antes de haver aprendido. E que pensar é, antes de tudo, criar.

O homem nasceu para ser feliz e aprender que a maior de todas as felicidades é saber, conhecer e ser livre. A maior das escravidões é a mental, onde o homem se vê encarcerado na ignorância, a pior das prisões: o desconhecimento da sua realidade, das causas dos erros e desacertos. Quem se desconhece é um presidiário na própria casa, embora perambule em aparente liberdade pelas ruas cercado por temores e incertezas.

A verdadeira torre de Babel está aí. Os que falam o mesmo idioma não se entendem.Tudo indica que a linguagem inscrita na Natureza ainda não foi decifrada pelo pequeno homem pretensioso, vaidoso e político.Homens divididos são domináveis, escravizados pelos que em tudo veem a possibilidade de satisfações materiais, cegos por inconfessáveis ânsias de domínio, poder e riqueza.

Pensar é respirar. O Universo respira por mais que queiramos abafar e aquecer o pequeno planeta com o gás sufocante do progresso. A Terra é um ínfimo na Criação imensa. A inteligência não, ela pode ser maior. A alma pode transcender este hiato decaído e se projetar num futuro ilimitado, onde os homens sentirão a alegria de viver e serem humanos.

Os déspotas, os impostores e os predicadores são os inimigos da liberdade que não querem que o homem pense e seja livre. O ser humano não nasceu para viver isolado e nem acorrentado.

O ideal de fraternidade permitirá que o homem se aproxime de seus semelhantes através do conhecimento e da cultura, únicas riquezas capazes de tirá-lo do sofrimento e do isolamento.

Os inimigos da educação e da cultura são os inimigos da liberdade e do povo.

Nagib Anderáos Neto
www.nagibanderaos.com.br

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Tuesday, May 04, 2010

Liberdade pela Educação

A causa de toda a pobreza é a ignorância. E não há outra forma de combatê-la que não seja através da educação. Muitos países ditos em desenvolvimento vão de encontro à história pelo mau exemplo de seus governantes que privilegiam o assistencialismo inócuo, mergulhando o povo na inércia, ao invés de estimular o estudo e a iniciativa.

Não há maior inimigo da liberdade que a ignorância. E não há maior ignorância que a ausência de si mesmo, a inconsciência dos que se encarceram por detrás dos barrotes de preconceitos e idéias medievais e retrógradas.

Ao mesmo tempo em que o homem traz dentro de si o anseio por liberdade, também traz a tendência à submissão, por acreditar em coisas inverossímeis, cultivar ídolos, idolatrar místicos fantasiosos, apesar de todos os homens terem o anelo de serem felizes.Essas tendências aparentemente paradoxais são frutos psicológicos de uma característica inerente ao homem: ligar-se aos outros, não ser uma pessoa isolada, comunicar-se.Talvez aí a explicação das seitas, religiões, ideologias, partidos políticos e fanatismos que não justificam aquela tendência.

A lição da pobreza ensina que o maior cego não é o que não quer ver, senão o que não quer entender. E que ajudar os outros é a melhor maneira de ajudar a si mesmo. E que mais que dar o peixe ou ensinar a pescar, o fundamental é ensinar a pensar. E nunca pretender ensinar antes de haver aprendido. E que pensar é, antes de tudo, criar.

O homem nasceu para ser feliz e aprender que a maior de todas as felicidades é saber, conhecer e ser livre. A maior das escravidões é a mental, onde o homem se vê encarcerado nos barrotes da ignorância, a pior das prisões: o desconhecimento da sua realidade, das causas dos erros e desacertos. Quem se desconhece é um presidiário na própria casa, embora perambule em aparente liberdade pelas ruas cercado por temores e incertezas.

A verdadeira torre de Babel está aí. Os que falam o mesmo idioma não se entendem.Tudo indica que a linguagem inscrita na Natureza ainda não foi decifrada pelo pequeno homem pretensioso, vaidoso e político.

Homens divididos são domináveis, escravizados pelos que em tudo veem a possibilidade de satisfações materiais, cegos por inconfessáveis ânsias de domínio, poder e riqueza.

Pensar é respirar. O Universo respira por mais que queiramos abafar e aquecer o pequeno planeta com o gás sufocante do progresso. A Terra é um ínfimo na Criação imensa. A inteligência não, ela pode ser maior. A alma pode transcender este hiato decaído e se projetar num futuro ilimitado, onde os homens sentirão a alegria de viver e serem humanos.

Os déspotas, os impostores e os predicadores são os inimigos da liberdade que não querem que o homem pense e seja livre. O ser humano não nasceu para viver isolado e nem acorrentado. E a maior das escravidões é a mental, fruto da ignorância.

O ideal de fraternidade permitirá que o homem se aproxime de seus semelhantes através do conhecimento e da cultura, únicas riquezas capazes de tirá-lo do sofrimento, do isolamento e da ignorância.

Os inimigos da educação e da cultura são os inimigos da liberdade e do povo.

Nagib Anderáos Neto
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Saturday, March 06, 2010

Eleições e Palanque

O estímulo à iniciativa privada deveria ser base de toda política desenvolvimentista. O homem de iniciativa cria trabalho para si e outras pessoas. Às classes trabalhadoras se deve dar oportunidade de trabalho e iniciativa. Todo assistencialismo é pernicioso por acomodar o assistido, como a esmola que vicia, paralisa, entorpece.
Uma política econômica inteligente deveria estimular a iniciativa privada. Juros e impostos em ascensão desestimulam a produção gerando desemprego, estagnação e inflação.
Um governo mal gerido e endividado toma dinheiro no mercado para pagar sua ineficiência gerando inflação. Ao invés de estimular a educação e a iniciativa, promove o assistencialismo, aumenta sua dívida e encobre seus rombos através da desinformação e da tergiversação.
Para manter-se como governo indefinidamente, os partidos no poder negociam alianças que garantem votos através de gastos públicos indevidos, utilizando o dinheiro que lhes chega através de impostos crescentes e juros exorbitantes. Em outras palavras: o bolso do povo é subtraído legalmente através de conluios que aqueles partidos arquitetam.
Mas se é o próprio povo quem elege os governantes, onde está o problema?
Não podemos nos conformar com a crença retrógrada de que o voto implique democracia. O governo do povo para o povo deveria representá-lo, cumprindo seus anseios e a Lei Maior que não pode ser letra morta. Educação, saúde, trabalho, segurança e proteção ao meio ambiente deveriam ser os temas que ocupassem as mentes do homem público, e não a forma de se chegar ao poder e ficar nele indefinidamente.
O absolutismo partidário impõe os candidatos que lhes são convenientes para que se perpetuem. O eleitor é obrigado a votar, e por imposição. Prova disto é o eterno retorno daquelas figuras histriônicas que estão sempre a se reeleger, não para servir o povo, senão a si próprios. A política, que deveria ser a arte de gerir o bem comum, transformou-se na arte de chegar ao poder e permanecer nele indefinidamente, até que uma força maior leve o político deste mundo para sempre, mas logo sendo substituído por outro igual, como uma praga que nunca se extingue.
O bem estar comum depende do incremento constante à livre iniciativa para o que os governos se tornaram grandes obstáculos. O desestímulo à produção gera inflação, aumento do custo de vida.
Uma fórmula básica de incremento à iniciativa é a educação que amplia a inteligência das pessoas e sua capacidade de produção e boa convivência. Mas os governos são muitos caros e gastam muito para se manter no poder, não lhes sobrando quase nada para a educação.

Muitos políticos parecem atores de telenovela que representam papéis que na vida real jamais poderiam desempenhar. Um ator que nunca cursou uma faculdade desempenha o de um economista, um administrador, um professor, um gestor público. Isto porque a política, que deveria ser a arte de gerir o bem comum, passou a ser a arte de chegar ao poder e permanecer nele, discursar e predicar, candidatar-se e eleger-se vitaliciamente. Ela não é somente exercida nos governos em suas diversas esferas. Os políticos estão por aí, nas empresas, associações, sindicatos, nos conluios e panelinhas, sempre a atender sonhos de poder e projeção. A ambição não olha apenas para a riqueza, olha também para os insanos sonhos de poder. Os políticos são, em geral, personalidades movidas por pensamentos farisaicos, medievais, cruéis. E estes pensamentos devem ser combatidos, pois todos nós temos um pouco destas manchas em nossas mentes que endurecem os corações.
Numa sociedade em que a raiz de todos os problemas reside na ausência de um sistema educacional eficaz, menosprezar a cultura e a educação é a política mais retrógrada pela qual se possa optar.
No mundo dos engenheiros e dos arquitetos é comum ouvir-se dizer que o papel aceita tudo. No triste mundo da política, cunhou-se um jargão piorado: o palanque, as câmeras e os microfones aceitam tudo.
Para que o capital não comande o trabalho, os grandes cresçam e os pequenos desapareçam; para que a burocracia gerencial, sindical e governamental deixe de atravancar o progresso; para que a massa popular deixe de ser rebanho, obedecendo, trabalhando, consumindo e se divertindo apenas, urge uma verdadeira revolução educacional que governo nenhum estaria prestes a realizá-la.
Como bem disse o Marquês de Condorcet, “sob a mais livre das constituições, um povo ignorante será sempre escravo”.

Nagib Anderáos Neto
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Tuesday, September 08, 2009

Liberdade Pela Educação

A causa de toda a pobreza é a ignorância. E não há outra forma de combatê-la que não seja através da educação. Muitos países ditos em desenvolvimento vão de encontro à história pelo mau exemplo de seus governantes que privilegiam o assistencialismo inócuo, mergulhando o povo na inércia, ao invés de estimular o estudo e a iniciativa.

Não há maior inimigo da liberdade que a ignorância. E não há maior ignorância que a ausência de si mesmo, a inconsciência dos que se encarceram por detrás dos barrotes de preconceitos e idéias medievais e retrógradas.

Ao mesmo tempo em que o homem traz dentro de si o anseio por liberdade, também traz a tendência à submissão, por acreditar em coisas inverossímeis, por cultivar ídolos, idolatrar místicos fantasiosos, apesar de todos os homens terem o anelo de serem felizes.

Essas tendências aparentemente paradoxais – a de dominação e submissão - são frutos psicológicos de uma característica inerente ao ser humano: ligar-se aos outros, não ser uma pessoa isolada, comunicar-se. Ser chefe, empregado, súdito, pastor, rebanho. Talvez aí a explicação das seitas, religiões, ideologias, partidos políticos e fanatismos que não justificam tal tendência.

A lição da pobreza ensina que o maior cego não é o que não quer ver, senão o que não quer entender. E que ajudar os outros é a melhor maneira de ajudar a si mesmo. E que mais que dar o peixe ou ensinar a pescar, o fundamental é ensinar a pensar. E nunca pretender ensinar antes de haver aprendido. E que pensar é, antes de tudo, criar.

O homem nasceu para ser feliz e aprender que a maior de todas as felicidades é saber, conhecer e ser livre. A maior das escravidões é a mental, onde o homem se vê encarcerado nos barrotes da ignorância, a pior das prisões: o desconhecimento da própria realidade, das causas dos erros e desacertos. Quem se desconhece é um presidiário na própria casa, embora perambule em aparente liberdade pelas ruas cercado por temores e incertezas.

A verdadeira torre de Babel está aí. Os que falam o mesmo idioma não se entendem, significando que deve haver um outro a ser cultivado para que se caminhe pacificamente. Tudo indica que a linguagem inscrita na Natureza ainda não foi decifrada pelo pequeno homem pretensioso, vaidoso e político.

Homens divididos são domináveis, escravizados pelos que em tudo veem a possibilidade de satisfações materiais, cegos por inconfessáveis ânsias de domínio, poder e riqueza.

Pensar é respirar. O Universo respira por mais que queiramos abafar e aquecer o pequeno planeta com o gás sufocante de nosso progresso. A Terra é um ínfimo na Criação imensa. A inteligência não, ela pode ser maior. A alma pode transcender este hiato decaído e se projetar num futuro ilimitado, onde os homens sentirão a alegria de viver e serem humanos.

Os déspotas, os impostores e os predicadores são os inimigos da liberdade que não querem que o homem pense e seja livre. O ser humano não nasceu para viver isolado e nem acorrentado. E a maior das escravidões é a mental, fruto da ignorância.

O ideal de fraternidade permitirá que o homem se aproxime de seus semelhantes através do conhecimento e da cultura, únicas riquezas capazes de tirá-lo do sofrimento, do isolamento e da ignorância.

Os inimigos da educação e da cultura são os inimigos da liberdade e do povo.

Nagib Anderáos Neto
www.nagibanderaos.com.br
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Wednesday, January 16, 2008

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Desenvolvimento sustentável implica um trabalho inteligente para satisfazer as necessidades humanas do presente sem causar prejuízo para o futuro, abrangendo aspectos sociais, econômicos, ambientais e culturais.
A base da sustentabilidade é o desenvolvimento humano que deve contemplar um melhor relacionamento do homem com os semelhantes e com a natureza. A preservação da qualidade ambiental e social é conseqüência da qualidade individual; um homem melhorado para uma sociedade pacífica e harmônica onde o respeito ao ser humano e à natureza seja o princípio norteador de qualquer política.
A crise ecológica que se presencia é conseqüência de uma grave crise humana. Os homens desentenderam-se. As guerras e os problemas ambientais são conseqüências destes desentendimentos.
Quando boa parte da humanidade despertar do sono da indiferença e da inconsciência e aderir ao silencioso e crescente movimento em defesa do meio ambiente e do ser humano, a revolução ecológica – espiritual se fará sentir em muitas partes e será corrigido o rumo equivocado em que se lançou pelos obscuros caminhos do materialismo e da ignorância. A nova cultura será o produto de uma grande revolução a ser travada no íntimo das pessoas; mais do que informativa, será formativa, proporcionando a ampliação da consciência e o cultivo de pensamentos e sentimentos que unam as pessoas. O homem deixará de lado as ambições desenfreadas substituindo-as pelo ideal de estudo e fraternidade. Além de cuidar do meio ambiente, aprenderá a cuidar de seu ambiente mental de onde provêm os pensamentos e as idéias que podem elevá-lo, ao invés de mergulhá-lo na escuridão.
Há uma enorme mudança cultural em andamento na forma de pensar e de agir das pessoas. O trabalho voluntário começa a ser valorizado por proporcionar o crescimento pessoal, fugir à rotina e desmontar o egoísmo atávico que esteve impregnado nas sociedades precedentes. Ao servir, o maior beneficiado é quem serve com inteligência, que é muito mais do que dar o peixe ou ensinar a pescar; é ensinar a pensar, a resolver problemas próprios e coletivos, a trabalhar em conjunto, a construir o futuro. Servir ainda é uma coisa rara nesta sociedade em que se busca sempre a vantagem pessoal ou se teatraliza uma generosidade e um desprendimento que não existem. E não há que se criar um dia da semana para assumir o papel de voluntário; deve ser um papel permanente. Será necessário criar o pensamento de servir aos outros, que é a melhor maneira de servir a si mesmo.
Já se entende que a educação é uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento sustentável. E que ela não deve ser restrita aos bancos escolares, senão alcançar o ambiente familiar e o do trabalho. Deve ser muito mais do que informação, senão percepção, entendimento e compreensão da vida em suas relações pessoais e com a natureza.
A empresa socialmente responsável tem o dever de proporcionar o debate e a participação do trabalhador no ambiente de trabalho buscando soluções sustentáveis para o desenvolvimento pessoal e social, pois as deficiências do sistema educacional do Estado são tão grandes que seriam necessárias muitas décadas para que uma revolução educacional pudesse trazer algum resultado palpável por esta via.


Nagib Anderáos Neto
www.nagibanderaos.com.br
neto.nagib@gmail.com

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Friday, January 05, 2007

Fraternidade e Educação

A causa de toda a pobreza é a ignorância. E não há outra forma de combatê-la que não seja através da educação. Neste sentido, muitos países ditos “em desenvolvimento” vão de encontro à história pelo mau exemplo de seus governantes que privilegiam o assistencialismo inócuo que mergulha o povo na inércia ao invés de estimular o estudo e a iniciativa.

Não há maior inimigo da liberdade que a ignorância. E não há maior ignorância que a ausência de si mesmo, a inconsciência dos que se encarceram por detrás dos barrotes dos preconceitos e de idéias medievais e retrógradas.

Paradoxalmente, ao mesmo tempo em que o homem traz dentro de si o anseio por liberdade, também traz a tendência à submissão, por acreditar em coisas inverossímeis,cultivar ídolos,idolatrar místicos fantasiosos, apesar de todos os homens, sem exceção, trazerem dentro de si o anelo de serem felizes.

Essas tendências aparentemente paradoxais – a de dominação e a de submissão - são frutos psicológicos de uma característica inerente a todo o ser humano: a de se vincular aos outros, não ser uma pessoa isolada, comunicar-se. Dominar e ser dominado, ser chefe, empregado, súdito, pastor, rebanho. Talvez aí a explicação das seitas, religiões,ideologias, do fanatismo de toda a espécie que não justifica a tendência mencionada.

A lição da pobreza ensina que o maior cego não é o que não pode ou não quer ver, senão aquele que não quer entender; e que ajudar os outros é a melhor maneira de ajudar a si mesmo. E que mais que dar o peixe ou ensinar a pescar, o fundamental é ensinar a pensar. E nunca pretender ensinar antes de haver bem aprendido. E que pensar é, antes de tudo, criar.

Os déspotas, os impostores e os predicadores são os inimigos da liberdade que não querem que o homem pense e seja livre.

O ser humano não nasceu para viver isolado e nem acorrentado. E a maior das escravidões é a mental, fruto da ignorância.

O ideal de fraternidade é que permitirá, através da união das mentes e corações humanos, que o homem se aproxime cada vez mais de seus semelhantes e de Deus, através do conhecimento e da cultura, únicas riquezas capazes de tirá-lo do sofrimento, do isolamento e da ignorância.

Nagib Anderáos Neto

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Tuesday, October 31, 2006

Por Uma Nova Educação

Educar deveria significar conduzir, guiar, ao invés de impor, inculcar; muito mais amplo do que definir, colocar limites. Não é conveniente encarcerar conceitos em definições estáticas e transmiti-los friamente aos educandos como coisas mortas, folhas murchas com as quais se marca as páginas da própria história.
Um novo método pedagógico deveria orientar e guiar os jovens através de um caminho que os conduzisse para encontrar dentro de si as suas capacidades e desenvolvê-las. Tudo o que é imposto é frio, dogmático, sem vida. Tudo o que é proposto, sugerido, com o intuito de guiar a reflexão e a inteligência do educando para que chegue, por própria conta, aos conhecimentos e às mudanças que devem operar-se no indivíduo, traz a vida e a alegria que a Natureza nos ensina em sua constante transformação.
Enclausurar Deus, por exemplo, numa definição, resultaria pequeno, muito pequeno; não basta senti-lo, mas aproximar-se dele através do conhecimento do que nos cerca e, especialmente, do que somos e podemos chegar a ser.
“A Sabedoria de Deus está plasmada na Criação, enquanto que a do homem consiste em conhecê-la e servir-se dela para superar as etapas evolutivas de seu gênero”, escreveu o pensador C. B. González Pecotche.
Não se trata de receber definições e enclausurá-las em frios compartimentos mentais, senão conhecer os conceitos e experimentá-los através da compensatória tarefa da transformação pessoal. E conclui o pensador que o homem busca o conhecimento “porque é o meio pelo qual chega a compreender a sua missão e a sentir a presença em sua vida deste ser imaterial que responde ao influxo da eterna Consciência Universal e é portador, através dos tempos, da existência individual.”
Portanto, o conhecimento move o homem para que se eleve, para que deixe de ser o que é para ser algo melhor; e é o grande agente criador das possibilidades humanas.
As frias definições afastam o ser humano da verdade, enquanto que o conhecimento amplia os horizontes aproximando o homem de si mesmo, de seus semelhantes e de Deus.
Uma nova Pedagogia requer a reeducação dos adultos que terão a seu cargo a instrução da humanidade do futuro. O que tem sido prática corrente na educação infantil deverá ser revisto, estudado novamente. Os sistemas de instrução e os conceitos básicos empregues não têm funcionado convenientemente. Instrui-se para tudo; menos para o que mais interessa: a convivência pacífica entre os seres humanos.
A humanidade está dividida em raças, religiões, camadas sociais, culturais, partidos políticos, etc. Os sistemas pedagógicos são divisionais, separatistas. Cada agrupamento arvora-se como dono absoluto da Verdade única. Não compreende que ela surge da união dos homens pela compreensão de sua realidade fragmentada da Grande Realidade Universal da qual todos formam parte.
Às crianças ensina-se, por exemplo, e equivocadamente, que devem ser as melhores em tudo o que fazem; melhores que as outras. Inocula-se assim, desde muito pequenas, o nocivo e maligno vírus do separatismo, de uma pseudo-superioridade; a ilusão da felicidade alcançada quando se chegar a ser mais e melhor do que os outros. O melhor da classe,no esporte, o melhor profissional, o mais admirado.
Na Pedagogia da Escola do Futuro, as crianças serão instruídas no sentido de serem melhores que elas mesmas; que o aperfeiçoamento pessoal tenha um cunho essencialmente humanista: ser melhor sendo mais útil para si mesmo e para os semelhantes; para conviver harmonicamente com.
O amor ao próximo deixará de ser uma figura de retórica para representar a compreensão cabal de um fragmento da Grande Verdade e, como tal, será vivenciado, experimentado, e não apenas discursado e propalado.
Sem o entendimento não há compreensão. Sem compreensão não há realização. Sem realização, os seres humanos seguirão inimigos de si mesmos; filhos deserdados de um Criador que não chegaram a compreender.
Muitos educadores preferem a verdade à fantasia na orientação da infância e da adolescência. Compreendem que de tanto ouvir e transmitir fantasias e coisas irreais, a vida pode se transformar numa grande mentira.
Alguém diria a uma criança que a Terra não se move e que é o centro do Universo? Ou que os trovões existem porque os deuses estão empurrando móveis no Olimpo?
Na infância da humanidade os homens acreditavam nessas e noutras fantasias por ignorância, falta de conhecimento. Galileu Galilei, o grande cientista italiano, quase foi queimado na fogueira por sustentar que a Terra não era o centro do Universo. Salvou-se porque abjurou, negou a verdade que havia vislumbrado para não ser condenado.
Infelizmente, a grande maioria dos educadores acha louvável a fantasia, a ilusão e o irreal nas histórias que transmitem às crianças: animais que falam, super-heróis que voam, desenhos animados que deseducam e transmitem a violência às crianças que depois, quando adultas, não entendem o porquê das crueldades e da violência que imperam no mundo.
A criança cria suas fantasias porque em sua inteligência incipiente só funcionam a memória e a imaginação e seu entendimento ainda não despertou para que compreenda o mundo com suas belezas e maldades criadas pelo homem. Não é necessário que os adultos lhe venham acrescentar ilusões e mentiras que nada têm a ver com a realidade, e sim que a protejam de certas realidades cruéis deste mundo que não suportaria defrontar por não estar preparada para entender.
Conta-se que havia um pai muito cruel, de péssimo caráter, e que a zelosa mãe não deixava que seus pequenos filhos soubessem dessa realidade. Quando falava dele para os meninos, nunca deixava transparecer aquela realidade por compreender que eles deveriam crescer para poder, por própria conta, ter a capacidade de julgar o pai.
Proteger o entendimento e a sensibilidade de uma criança faz parte de uma docência positiva que afasta a criança do sofrimento pelo choque prematuro com a realidade. Da mesma forma, o seu entendimento deve ser preservado da mentira, do irreal e da ficção para que possa despertar, no futuro, livre de preconceitos, temores e da depressão.
Educar para a vida é muito mais do que dar escola gratuita e ensino fundamental; é preparar os entendimentos para que despertem do sono milenar que tem submergido a humanidade na inércia mental e prostrados os espíritos nos cárceres da ignorância.

Nagib Anderáos Neto
neto.nagib@gmail.com
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